terça-feira, 1 de março de 2011

Play Carnival

Há uma lenda brasileira, bem verídica por sinal, de que as coisas no país só começam a funcionar depois do Carnaval. Ao contrário do país, tem gente que só funciona NO Carnaval. O funcionar aí está empregado no sentido mais amplo que se pode imaginar. Funcionar como seguir as vontades e tão somente os sentidos. 

A gente vive se podando. Buscando as palavras certas, tendo gestos mais comedidos, rindo com certa cautela, evitando piadas e mentindo para nós e para o mundo. A gente vive tentando se adequar socialmente da maneira que os olhos externos julgam ser a mais correta.

No carnaval, às vezes com uma ajudinha do álcool, o mundo 4 dias passa pela tangente do socialmente aceitável. (Embora haja uma adequação social carnavalesca). As pessoas tiram as roupas, jogam foram máscaras e colocam outras mais verdadeiras que aquela roupa formal de todo dia no escritório. No carnaval ninguém é doutor. É todo mundo personagem, é todo mundo sujeito de uma alegria, fantasiado de sua própria verdade, do melhor que tem em si mesmo.

Pena que depois de quatro dias o mundo para de funcionar...

Raphaela R.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Rótulos

O abacate tem fama de calórico e gorduroso. De quebra ainda o rotularam como cheio de colesterol. Raphaela tem fama de brava e mal humorada. Feliz do abacate que é cheio de gordura boa e não tem colesterol. Feliz dessa tal de Raphaela que anda distribuíndo sorrisos por aí.

Pobre de quem anda rotulando pelo mundo, porque, nem sempre, quem tem fama deita na cama.

Raphaela R.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Umbigo do mundo

Eventualmente a gente acha que é umbigo do mundo. Pensa que todos os olhares estão concentrados em nós e que tudo só acontece com a gente. Achamos que o outro tá ali, gastando todos os fosfatos pensando em nossos pequenos passos. Pobre de nós. A verdade é que o outro está olhando para aquele passarinho lá do outro lado ou para o cachorro manco na esquina. Mas a verdade mesmo é que é uma sorte não ser o umbigo do mundo. Ufa! Quero mesmo estar livre de TODOS esses olhares que um dia sugeri que eram para mim.

Aí vai uma canção (não tem vídeo! =/) do foda do Lula Queiroga (parceiro fiel do meu ídolo eterno Lenine) cantada pela mineira Marina Machado que tem tudo a ver com centros gravitacionais focados no próprio ego.

Viajar o mundo inteiro pra ver
Pra ver como mundo é grande
Pra ver como a terra é gigante
pra ver como eu sou pequeno
Pra ver como eu sou poeira.
Subir a montanha mais alta pra ver
A estrada e o rio
Do tamanho de um fio de cabelo
Pra ver como eu sou poeira
Pra ver como eu sou um cisco
E o rio são francisco visto do alto
é um risco no mapa.
Quero nada,
Quero não,
Quero nada, não.
Olhar pela janela do Discovery
E ver como a terra é grande.
E ver como a terra é azul.
Girando num universo sem fronteira.
Deixa eu aqui plantado no mesmo lugar
Se eu quiser eu leio um livro
Se eu quiser eu toco um som
Porque o tom do pensamento é infinito e sonhar é bom.
Quero nada,
Quero não,
Quero nada, não.

Raphaela R.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Knockin On Heaven´s Door


Se assim for, Mafaldinha, abra a porta,chame-a para uma cerveja e entregue-lhe a chave.

Raphaela R.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

A poesia do palhaço

É senso comum que as canções mais bonitas e as poesias mais sensíveis foram escritas em momentos de dor.É uma verdade que escrevo bem melhor quando estou transbordando de raiva ou de tristeza. Verdade verdadeira. Contudo, prometi para mim mesma que terei que aprender a escrever melhor transbordando de alegria. 

Raphaela R.

domingo, 5 de dezembro de 2010

O tapa de luvas virtual

Mulher é um bicho bobo. Bobo mesmo. Adora um confete, se derrete com meio elogio e sonha acordada. (Se você mulher que está lendo isso está discordando, trata de olhar bem pro seu umbigo!) Mulher caminha sem parar nas encruzilhadas e, se necessário salta obstáculos. Mulher pensa o amanhã, prepara o amanhã e chora o amanhã. Mulher respira fundo, vê o feio bonito e chega a ver o que é bonito meio feio. Mulher tem tesão pela palavra, pela respiração e pelo despretencioso. Mulher é um bicho difícil. Difícil mesmo.

No mundo em que queimar o sutiã virou ícone de coragem, o coração dessa mulher foi lançado em um campo de batalha. Muitas vezes um campo de batalha virtual, comandado pela redes sociais. E essa mulher, bicho bobo que descrevi acima, muitas vezes descobre, supõe, se joga e chora, porque o mundo virtual oferece indícios, pistas. Oferece coisa demais. Mas a verdade é que o mundo só oferece aquilo que a gente está disposto a comprar afinal, muitas vezes as ofertas são inúmeras, mas sequer conseguimos enxergá-las.

Então é nessa lógica, homens, que vocês devem se lembrar: o mundo online só oferece aquilo que está dentro do limite que você mesmo impõe.

Vá lá porque sempre vale a pena: http://abonitonaencalhada.blogspot.com/2010/10/os-bananas-e-os-babacas.html

Raphaela R.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Os loiros que me perdoem, mas de loiros somente David Bowie

Tem gente que gosta de narigudos, tem que gente que prefere os magrinhos, tem gente que prefere curvas bem demarcadas por uma cintura fininha. Tem gente que acha que bastam os olhos de uma pessoa serem claros (verdes ou azuis) para que ela seja bonita. Tem gente que é tão agradável que aparenta a beleza das mais dispretenciosas. O clichê:" Beleza é relativo" pode até ser encarado como verdade, mas não absoluta. É porque tem gente nessa vida que tem uma beleza unânime, daquelas de tirar o fôlego.

Mesmo achando que o fundamental mesmo é a inteligência e não gostando de loiros, digo que a beleza do Bowie me salta aos olhos sem pedir a menor licença. ( O melhor de tudo é que vem acompanhada da inteligência desse senhor, e que senhor!)



Raphaela R.