domingo, 13 de fevereiro de 2011

Umbigo do mundo

Eventualmente a gente acha que é umbigo do mundo. Pensa que todos os olhares estão concentrados em nós e que tudo só acontece com a gente. Achamos que o outro tá ali, gastando todos os fosfatos pensando em nossos pequenos passos. Pobre de nós. A verdade é que o outro está olhando para aquele passarinho lá do outro lado ou para o cachorro manco na esquina. Mas a verdade mesmo é que é uma sorte não ser o umbigo do mundo. Ufa! Quero mesmo estar livre de TODOS esses olhares que um dia sugeri que eram para mim.

Aí vai uma canção (não tem vídeo! =/) do foda do Lula Queiroga (parceiro fiel do meu ídolo eterno Lenine) cantada pela mineira Marina Machado que tem tudo a ver com centros gravitacionais focados no próprio ego.

Viajar o mundo inteiro pra ver
Pra ver como mundo é grande
Pra ver como a terra é gigante
pra ver como eu sou pequeno
Pra ver como eu sou poeira.
Subir a montanha mais alta pra ver
A estrada e o rio
Do tamanho de um fio de cabelo
Pra ver como eu sou poeira
Pra ver como eu sou um cisco
E o rio são francisco visto do alto
é um risco no mapa.
Quero nada,
Quero não,
Quero nada, não.
Olhar pela janela do Discovery
E ver como a terra é grande.
E ver como a terra é azul.
Girando num universo sem fronteira.
Deixa eu aqui plantado no mesmo lugar
Se eu quiser eu leio um livro
Se eu quiser eu toco um som
Porque o tom do pensamento é infinito e sonhar é bom.
Quero nada,
Quero não,
Quero nada, não.

Raphaela R.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Knockin On Heaven´s Door


Se assim for, Mafaldinha, abra a porta,chame-a para uma cerveja e entregue-lhe a chave.

Raphaela R.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

A poesia do palhaço

É senso comum que as canções mais bonitas e as poesias mais sensíveis foram escritas em momentos de dor.É uma verdade que escrevo bem melhor quando estou transbordando de raiva ou de tristeza. Verdade verdadeira. Contudo, prometi para mim mesma que terei que aprender a escrever melhor transbordando de alegria. 

Raphaela R.

domingo, 5 de dezembro de 2010

O tapa de luvas virtual

Mulher é um bicho bobo. Bobo mesmo. Adora um confete, se derrete com meio elogio e sonha acordada. (Se você mulher que está lendo isso está discordando, trata de olhar bem pro seu umbigo!) Mulher caminha sem parar nas encruzilhadas e, se necessário salta obstáculos. Mulher pensa o amanhã, prepara o amanhã e chora o amanhã. Mulher respira fundo, vê o feio bonito e chega a ver o que é bonito meio feio. Mulher tem tesão pela palavra, pela respiração e pelo despretencioso. Mulher é um bicho difícil. Difícil mesmo.

No mundo em que queimar o sutiã virou ícone de coragem, o coração dessa mulher foi lançado em um campo de batalha. Muitas vezes um campo de batalha virtual, comandado pela redes sociais. E essa mulher, bicho bobo que descrevi acima, muitas vezes descobre, supõe, se joga e chora, porque o mundo virtual oferece indícios, pistas. Oferece coisa demais. Mas a verdade é que o mundo só oferece aquilo que a gente está disposto a comprar afinal, muitas vezes as ofertas são inúmeras, mas sequer conseguimos enxergá-las.

Então é nessa lógica, homens, que vocês devem se lembrar: o mundo online só oferece aquilo que está dentro do limite que você mesmo impõe.

Vá lá porque sempre vale a pena: http://abonitonaencalhada.blogspot.com/2010/10/os-bananas-e-os-babacas.html

Raphaela R.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Os loiros que me perdoem, mas de loiros somente David Bowie

Tem gente que gosta de narigudos, tem que gente que prefere os magrinhos, tem gente que prefere curvas bem demarcadas por uma cintura fininha. Tem gente que acha que bastam os olhos de uma pessoa serem claros (verdes ou azuis) para que ela seja bonita. Tem gente que é tão agradável que aparenta a beleza das mais dispretenciosas. O clichê:" Beleza é relativo" pode até ser encarado como verdade, mas não absoluta. É porque tem gente nessa vida que tem uma beleza unânime, daquelas de tirar o fôlego.

Mesmo achando que o fundamental mesmo é a inteligência e não gostando de loiros, digo que a beleza do Bowie me salta aos olhos sem pedir a menor licença. ( O melhor de tudo é que vem acompanhada da inteligência desse senhor, e que senhor!)



Raphaela R.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Deep breath

Ando tentando puxar uma inspiração há tempos para escrever aqui no blog. Não consigo, não mesmo. A verdade é que tem um mundo virtual, um mundo imaginário (meus sonhos noturnos, diurnos e constantes) e mundo real que anda me consumindo demais. Consumindo minhas certezas, minha criatividade, minhas expectativas. Às vezes sinto que falta fôlego, dentre eles o fôlego da escrita. Minha ideia escrevendo essas linhas, mal escritas, mas minhas,  tentar resgatar aquele ar que todo mundo tem lá no fundo do peito que dá um gás novo para a velha nova vida de todo dia.

E por fim deixo pro John Mayer perguntar o que meu alterego me pergunta todos os dias: "Am I living it right?!"




Raphaela R.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Psicoanalisando a música.

Eu faço terapia há 14 anos. Sim, tem gente que quando olha essa quantidade de anos (correspondentes a quase 3 faculdades de Psicologia) pode pensar que sou problemática.Se alguém por aí pensou nisso, está enganado.Tenho problemas como todo mundo, mas me conheço como poucos, muito poucos se conhecem. Sei  relacionar perfeitamente minhas químicas, meus hormônios com minhas emoções. Aliás, sei decifrar o que sinto, ao contrário de muitos que não sabem admitir as invejas, os podres e não sabem se amam ou odeiam.

Sou daquelas BEM psicoanalisadas.Talvez, levemente viciada em análise (lato sensu). Pode parecer louco por um instante,mas enfim, só tenho a agradecer minha amada mãe (psicoanalisada também!) por ter me dado essa oportunidade de me descobrir desde tão cedo. E assim começei a me conhecer brincando. (E depois chorando no divã!)

Essa historinha foi para contar que a maior lembrança da minha terapia infantil (Freud para pequenos), era um jogo em que eu tinha que criar caminhos. Ali, tinha que fazer minhas oportunidades, minhas trilhas e buscar alternativas. O jogo era a exata metáfora do que precisava na minha vida: buscar as alternativas e os caminhos para lidar com os problemas da vida. O jogo possibilitava com que uma criança visse que a vida nos dava inúmeras opções e que a escolha era minha e que, nem sempre,essa escolha precisava de ser a mais dolorosa. E nesse quesito ganhei alta. Menos um.

A verdade verdadeira é que escrevi esse texto porque tive a grata surpresa de ver uma versão bem pop da Rihanna, na voz e no piano do Jamie Cullum. Daí me lembrei das minhas sessões de análise que me levaram a reconhecer que a vida tem alternativas... até mesmo para o mundo pop.

A lição que fica:" please don´t stop the music".
Raphaela R.

P.s: Já levei tantas altas na terapia que nem me lembro quantas foram. Estar ali é minha opção,minha alternativa, my choice.